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Família de Tamarana sofreu com a seca, mas escapou das geadas

A alegria de produzir milho após um ciclo marcado por grandes dificuldades estava estampada na fisionomia do produtor Hideraldo Zampar, 55 anos, de Tamarana (PR).

 

Colheita – Na terça-feira (17/8), quando o Giromilho Cocamar 2021 passou pela região, ele estava fazendo a colheita do cereal em 75 alqueires (181 hectares) ao lado do filho, o engenheiro agrônomo recém-formado Hideraldo Júnior, 26.

 

Bem abaixo – “Está muito aquém do potencial, sofremos bastante com a seca”, relatou o produtor, que ainda não tinha uma ideia de quanto vai ser a produtividade. Mesmo assim, está contente. Ele é um dos poucos por ali onde a lavoura está dando colheita. Na maioria das propriedades, as geadas acabaram com o que havia resistido à falta de chuvas.

 

Superaram – Quando o frio intenso chegou, o milho de Hideraldo tinha superado a fase mais crítica, os grãos estavam duros e os estragos não foram tantos. “Conseguimos plantar mais cedo este ano, ainda na primeira quinzena de março e com isso escapamos”, contou o produtor.

 

Compensa – A expectativa de produtividade é bem menor na comparação com os anos anteriores, mas o preço da saca – cotada a R$ 97 na terça-feira – acaba compensando um pouco a perda. O produtor fez a venda antecipada de 2 mil sacas a R$ 81.

 

Sem reclamar – No ano passado, sua média foi de 235 sacas por alqueire (97,1/hectare). “Investimos neste ano para produzir 260 sacas por alqueire [107,4/hectare], pelo menos, mas se der umas 180 de média geral [74,3/hectare], não poderemos reclamar”, acrescentou.

Tecnologias – O engenheiro agrônomo da Cocamar, Eduardo Barros Pires, que acompanhou o Giromilho à propriedade, mostrou que as espigas, na medida do possível, estão bem formadas e comentou que o produtor é receptivo à adoção de novas tecnologias. Neste ano, a lavoura dos Zampar foi a primeira da região a receber aplicações com drone, por exemplo.

 

Expectativa – No município de Tamarana, a média de produtividade de milho, em anos normais, varia de 230 a 250 sacas por alqueire (95 a 103/hectare), mas neste ano, considerando os efeitos das intempéries, não deve ir além de 120 a 130 sacas (49,5 a 53,7/hectare).

 

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